quarta-feira, 5 de agosto de 2009 | 19:14
Vamos cuidar um pouco de outros assuntos, já que nem tudo no país, felizmente, se resume a José Sarney. O que não quer dizer que não possa haver manifestações piores. Começo com uma questão geral.
Uma coisa é ser agnóstico; outra, distinta, é considerar mera estupidez o que não pode ser explicado pela razão; uma coisa é ser ateu; outra, distinta, é achar que os crentes merecem a fogueira — ainda que seja a da desmoralização. Uma coisa é ser laico e advogar um estado idem; outra, diferente, é perseguir as religiões e os signos religiosos. Uma coisa é defender firmemente que a religião não degenere em fanatismo e sectarismo; outra, distinta, é perseguir fanática e sectariamente os que fazem questão de evidenciar a sua religião.
Por que esse preâmbulo?
Certamente por julgar que todas as outras questões que dizem respeito aos “Direitos do Cidadão” já estão em seu devido Lugar, a Procuradoria Regional dessa área, em São Paulo, decidiu ajuizar uma ação civil pública pedindo à Justiça que obrigue a União a retirar símbolos religiosos, como crucifixo e bíblias, das áreas públicas dos órgãos federais. A argumentação: o Estado é laico.
Parece tudo tão óbvio, não? Parece tudo tão evidente: se é laico, sem símbolos religiosos. Pronto! Não! Pronto nada! De jeito nenhum! Houvesse a obrigatoriedade de se exibir o crucifixo nessas repartições, eu estaria entre aqueles a lutar pela mudança da lei. Mas não é assim.
Dada a forma como se ostentam esses símbolos nos órgãos públicos, estamos diante de uma óbvia e legítima expressão que é também da nossa cultura — não diz respeito apenas à nossa crença. Se um juiz ou promotor decidir pôr em sua sala um quadro com a imagem de uma figura do Candomblé, não ocorreria a ninguém lhe pedir que tirasse o objeto de lá. E ai daquele que o fizesse! Correria o risco de ser processado por racismo ou intolerância religiosa.
O mais surpreendente, e até engraçado, é que a ação da Procuradoria teve origem na representação de um tal grupo chamado Brasil para Todos. Para todos, como se nota, mas menos, então, para os cristãos, que formam, suponho, mais de 90% da população brasileira. Estamos diante da intolerância em nome da tolerância; do desprezo, então, à vontade da maioria em nome da minoria. Aí não é possível. Isso não é democracia, mas autoritarismo sectário.
Como já vimos aqui tantas vezes, a democracia não se esgota com a realização da vontade da maioria. Se os direitos e a voz das minorias não estiverem assegurados, não há regime democrático. A simples exposição de um crucifixo ofende a minoria não-cristã do Brasil? Aliás, dentro dessa minoria, quantos, de fato, estão se sentindo agredidos? Não estamos diante de uma daquelas situações típicas em que não podendo o grupo minoritário impor a todos a sua vontade e as suas escolhas, contenta-se, então, em constranger a vontade majoritária?
Caberá à juíza Maria Lúcia Lencastre, da 3ª Vara Federal, a decisão. O grande guia da meritíssima, a exemplo do que ocorre com todos os juízes, é a Constituição da República Federativa do Brasil, aquela que, como está explícito em seu preâmbulo, foi promulgada “sob a proteção de Deus”. Ou haverá nesta referência algo de profundamente ofensivo aos ateus e agnósticos? O tal grupo Brasil para Todos dará início a um movimento para tirar Deus da Constituição? Não seria o caso de consultar os brasileiros, então, já que a consulta feita — por meio da eleição dos constituintes — parece sem validade a essa gente?
Preconceito anticristão! Esse é o nome da iniciativa do grupo e, se quiserem saber, da ação da Procuradoria Regional. Aliás, seria mais específico: trata-se de preconceito anticatólico, porque é do catolicismo que deriva a, atenção!, “tradição cultural” de se ornarem repartições públicas com o símbolo maior do cristianismo. Ora, que valores tão exóticos ele encerra? O da convivência entre as diferenças? O do amor ao próximo? O da solidariedade? O da caridade? O do perdão? O da fraternidade em Cristo? A quem isso tudo ofende? A quem isso tudo constrange? A quem isso tudo afronta?
Fui ao site do grupo. Encontro lá os dirigentes. E algumas coisas começaram a ficar mais claras para mim:
- Iyalorisa Sandra M. Epega - Presidente da ONG Respeito Brasil Yorubá;
- Pai Celso de Oxaguián;
- Monja Coen Sensei - Missionária da tradição Soto Shu - Zen Budismo;
- Mahesvara Caitanya Das - sacerdote Vaishnava;
- Pr. Djalma Rosa Torres - Igreja Batista Nazareth;
- Rev. Cristiano Valério - Igreja da Com. Metropolitana de São Paulo;
- Ricardo Mário Gonçalves, PhD, monge budista;
- Monge Genshô, Diretor-Geral do Colegiado Budista Brasileiro;
- Jagannatha Dhama Dasa - sacerdote hinduísta Vaishnava;
- Milton R. Medran Moreira - Presidente da Conf. Espírita Pan-Americana.
Como fica evidente, trata-se da expressão de minorias religiosas. Que têm todo o direito de se manifestar. Aliás, é justamente o regime de tolerância propiciado, felizmente, pelo cristianismo que lhes garante lutar para que se apaguem da vida pública brasileira os sinais do… cristianismo. Essa gente seria realmente corajosa, valente, se decidisse, sei lá, pedir que o Irã eliminasse os sinais do islamismo da vida pública — imagem de Maomé, não, porque não pode…
Sim, senhores! O fato é que o cristianismo moderno tem sido a melhor garantia da tolerância entre as diferenças. A lei é sua forma civil. A tradição cristã é seu caldo cultural.
A ONG também conta com “juristas”, como aparecem identificadass lá as seguintes pessoas:
- Roberto Arriada Lorea, MSc. - Juiz de direito;
- Daniel Sarmento - Procurador da República;
- José Henrique Torres - Juiz de direito;
- Iso Chaitz Scherkerkewitz - Procurador do Estado de SP;
- Aldir Soriano - Vice-presidente da Ass. Bras. de Liberdade Religiosa e Cidadania, membro da Comiss. de Dir. e Liberdade Religiosa da OAB-SP;
- Elza Galdino - Advogada
Que esses doutores reflitam se não estão tentando, a exemplo dos racialistas, trazer para o Brasil um conflito que não existe, importando tensões que não estão presentes entre nós ou que têm sido equacionadas no espaço da convivência democrática. Rituais de natureza religiosa, segundo a tradição de cada país, estão presentes em quase todo o mundo. Em boa parte do planeta, a testemunha jura dizer a verdade com a mão sobre a Bíblia.
O cristianismo, felizmente, não se impõe mais a ninguém. No Brasil e no mundo. No que respeita à Igreja Católica, poucas religiões têm buscado, com tanta dedicação, a convivência com as diferenças — em alguns casos, a ponto de se descaracterizar. Querer cassar e caçar o crucifixo, impondo uma proibição, corresponde a violentar a história brasileira e a incentivar a intolerância.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/querem-cassar-e-cacar-este-simbolo-das-reparticoes-em-nome-da-tolerancia/
sábado, 8 de agosto de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Projeto Meio ambiente
A Escola Municipal Dominguinhos Pereira em Montes Claros - MG, desenvoveu projeto sobre o meio ambiente e a sustentabilidade. Contando com a participação de todas as turmas do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, este projeto teve como culminância o plantio de arvores realizado por cada turma, assumindo inclusive a responsabilidade de cuidar, regar e acompanhar o seu crescimento. Parabéns a professora Roberta pela iniciativa e pelo sucesso deste grande projeto
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O meio ambiente e a sustentabilidde
Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nessas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples; basta calcular a energia elétrica consumida pela família; o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza. A partir daí; cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades de redá e de bem estar social para sua própria comunidade.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas; estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações
futuras.http://www.ecologiaurbana.com.br/conscientizacao/meio-ambiente-sustentabi
Questões para discussão
Proponha soluções para:
1. Luzes acesas durante o dia
2.Lixo produzido: Orgânico - Papel - gasrrafas pet - plástico - metal - vidro.
3. Sacolas plásticas
4. Desperdício de água
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples; basta calcular a energia elétrica consumida pela família; o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza. A partir daí; cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades de redá e de bem estar social para sua própria comunidade.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas; estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações
futuras.http://www.ecologiaurbana.com.br/conscientizacao/meio-ambiente-sustentabi
Questões para discussão
Proponha soluções para:
1. Luzes acesas durante o dia
2.Lixo produzido: Orgânico - Papel - gasrrafas pet - plástico - metal - vidro.
3. Sacolas plásticas
4. Desperdício de água
sexta-feira, 13 de março de 2009
Muito mais que uma religião
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.
(2 TIMÓTEO, 4:7)
Num contexto de intensa efervescência religiosa, como se vê no Brasil e em boa parte do mundo globalizado, percebe-se em muitas instituições religiosas uma nova geração de fiéis buscado na força da instituição uma religiosidade que propicie maior realização espiritual. Assim, surge o que poderíamos chamar de “um novo modelo de cristianismo” adaptado aos anseios dos fiéis. Os ministérios, departamentos, pastorais, células, grupos familiares, encontros, projetos e programas diversos, têm sido uma tentativa de muitas denominações religiosas na busca de um maior envolvimento da comunidade da fé.
A experiência religiosa dos cristãos primitivos indica um grande contraste quando colocada ao lado do fenômeno religioso tão estudado nos últimos dias. Vivendo um cristianismo ainda não “domesticado”, não institucionalizado, a comunidade da fé, movida por uma experiência viva de conversão, se estabelecia numa religiosidade profundamente marcada pelo efetivo serviço espontâneo de uma fé relacional, contrastada ao rigor institucional da cultura religiosa judaica.
O apóstolo Paulo, que conheceu bem os dois lados dessa moeda, foi capaz de diferenciar uma fé centrada na força da tradição, daquela que fosse capaz de atender aos anseios mais profundos de sua alma. Foi a partir de um maravilhoso encontro com o Senhor Jesus que obteve o descortinar de uma revelação que todo o seu conhecimento acadêmico não havia sido capaz de propiciar. Foi nesse sentido que chegou a dizer: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”. (FILIPENSES, 3:7-8).
Embora tenha sido necessário o surgimento da instituição religiosa como elemento norteador e organizador das forças que permeiam a experiência da fé, têm-se verificado alguns rumores de insatisfação, tanto em meio aos fieis mais simples e sinceros, quanto nos bastidores dos “quartéis generais” de algumas instituições. Em especial, poderemos citar o cristianismo como objeto e palco dos citados rumores, uma vez que tem sido quase que inevitável não percebermos uma certa tensão circulando em muitos arraiais da cristandade.
Talvez tenha chagado o inevitável momento de se repensar o papel fundamental da verdadeira “religião”. É preciso ficar bem claro que, cada fiel ao encontrar-se genuinamente com esta verdadeira fé firmada na pedra fundamental que é Cristo, tornou-se devedor, não a uma mera força institucional, mas foi inserido na grande comissão onde a obediência ao serviço religioso é transferida do sentido horizontal para o vertical que é Cristo o Senhor.
Um cristianismo vivo é muito mais que uma religião. Nesse sentido, cabe a cada um que já tenha experimentado o Cristo ressuscitado descobrir a serviço de quem tem investido sua vida e energias. Tal descoberta poderá levar a uma sensação de angustia que provocará reações imprevisíveis, porem, necessárias ao bem estar espiritual. O apóstolo Paulo passou pela experiência dessa descoberta, e isso provocou nele uma mudança tão significativa que alterou todo o curso de sua existência. Ao final de sua vida foi capaz de seguramente dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. Será que poderíamos encontrar em nossos dias um número considerável de cristãos vivendo essa mesma experiência? Estariam estes em busca de muitos mais que uma religião?
Evanildo Ferreira da Silva.
(2 TIMÓTEO, 4:7)
Num contexto de intensa efervescência religiosa, como se vê no Brasil e em boa parte do mundo globalizado, percebe-se em muitas instituições religiosas uma nova geração de fiéis buscado na força da instituição uma religiosidade que propicie maior realização espiritual. Assim, surge o que poderíamos chamar de “um novo modelo de cristianismo” adaptado aos anseios dos fiéis. Os ministérios, departamentos, pastorais, células, grupos familiares, encontros, projetos e programas diversos, têm sido uma tentativa de muitas denominações religiosas na busca de um maior envolvimento da comunidade da fé.
A experiência religiosa dos cristãos primitivos indica um grande contraste quando colocada ao lado do fenômeno religioso tão estudado nos últimos dias. Vivendo um cristianismo ainda não “domesticado”, não institucionalizado, a comunidade da fé, movida por uma experiência viva de conversão, se estabelecia numa religiosidade profundamente marcada pelo efetivo serviço espontâneo de uma fé relacional, contrastada ao rigor institucional da cultura religiosa judaica.
O apóstolo Paulo, que conheceu bem os dois lados dessa moeda, foi capaz de diferenciar uma fé centrada na força da tradição, daquela que fosse capaz de atender aos anseios mais profundos de sua alma. Foi a partir de um maravilhoso encontro com o Senhor Jesus que obteve o descortinar de uma revelação que todo o seu conhecimento acadêmico não havia sido capaz de propiciar. Foi nesse sentido que chegou a dizer: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”. (FILIPENSES, 3:7-8).
Embora tenha sido necessário o surgimento da instituição religiosa como elemento norteador e organizador das forças que permeiam a experiência da fé, têm-se verificado alguns rumores de insatisfação, tanto em meio aos fieis mais simples e sinceros, quanto nos bastidores dos “quartéis generais” de algumas instituições. Em especial, poderemos citar o cristianismo como objeto e palco dos citados rumores, uma vez que tem sido quase que inevitável não percebermos uma certa tensão circulando em muitos arraiais da cristandade.
Talvez tenha chagado o inevitável momento de se repensar o papel fundamental da verdadeira “religião”. É preciso ficar bem claro que, cada fiel ao encontrar-se genuinamente com esta verdadeira fé firmada na pedra fundamental que é Cristo, tornou-se devedor, não a uma mera força institucional, mas foi inserido na grande comissão onde a obediência ao serviço religioso é transferida do sentido horizontal para o vertical que é Cristo o Senhor.
Um cristianismo vivo é muito mais que uma religião. Nesse sentido, cabe a cada um que já tenha experimentado o Cristo ressuscitado descobrir a serviço de quem tem investido sua vida e energias. Tal descoberta poderá levar a uma sensação de angustia que provocará reações imprevisíveis, porem, necessárias ao bem estar espiritual. O apóstolo Paulo passou pela experiência dessa descoberta, e isso provocou nele uma mudança tão significativa que alterou todo o curso de sua existência. Ao final de sua vida foi capaz de seguramente dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. Será que poderíamos encontrar em nossos dias um número considerável de cristãos vivendo essa mesma experiência? Estariam estes em busca de muitos mais que uma religião?
Evanildo Ferreira da Silva.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)